quarta-feira, 20 de maio de 2015

FETRACSE-MA E FORÇA SINDICAL, ESTÃO SOLIDÁRIOS PELA LUTA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE SANTA QUITÉRIA-MA

Professores e vigias de Santa Quitéria estão em greve.

Os servidores da educação de Santa Quitéria estão em greve desde a última quarta-feira(13). Em assembleia, eles deliberaram greve por tempo indeterminado até que os gestores atendam as reivindicações dos professore e dos vigias da rede municipal de educação.
Professores e vigias de Santa Quitéria estão em greve maio 2015
Entre os motivos da greve estão os salários atrasados, que, segundo informações do Núcleo sindical (Regional Chapadinha|), só foram pagos depois que a greve foi deflagrada, ou seja, na sexta-feira (15), mas sem a correção de 13,01% que os professores estão cobrando.
Em 2014, os professores de Santa Quitéria não tiveram os salários reajustados em 8,32%, conforme definido pelo governo federal. Em 2015, também não houve ainda sinalização da prefeitura no sentido de conceder o aumento de 13,01%.
Os representantes do Núcleo Sindical de Santa Quitéria apresentaram, na última reunião com a secretária de Educação, Dalila Gomes, uma proposta que leva em conta os 8,32% de correção não foram concedidos em 2014, mas ainda não obtiveram resposta.
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Os novos professores, que ingressaram no último concurso, só receberam R$ 960,00. O fato é que não existe na carreira do magistério de Santa Quitéria salário-base de 960,00 reais.“Criaram um novo piso. Na verdade, o salário-base de um professor, que está na carreira, nível especial (formação de nível médio) em Santa Quitéria é de R$ 1.325,00 e o professor nível I (graduado) de R$ 1.590,00. Portanto, um grande desrespeito aos novos servidores”, denunciam dirigentes.
Segundo eles, R$ 960,00 reais era o salário em 2010. A categoria denuncia ainda que, ao longo dos últimos anos, os professores vêm acumulando grandes perdas na carreira, quando o salário-base não é reajustado e perdem também quando não é feita a mudança de classe (quinquênio, adicional por tempo de serviço).
Jornada. Os professores reivindicam a redução da jornada de 20 horas para 13 horas conforme estabelece a Lei 11.738/2008 para os professores da educação infantil e do 1º ao 5º ano, que ainda não tiveram essa redução. O município não está pagando hora-extra para os docentes nessa situação.
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Os vigias da rede municipal de ensino de Santa Quitéria completarão, em agosto, 15 anos sem saber o que é risco de vida, adicional noturno e calendário de férias. Em função disso, os servidores decidiram em assembleia até terem suas reivindicações atendidas.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

FETRACSE-MA denuncia falta de compromisso com a educação em São Domingos do Azeitão


A falta de compromisso com a educação pública é um dos principais reflexos no baixo desempenho dos indicadores em educação. Em São Domingos do Azeitão, município com nota de 2,9 (4º e 5º ano) e 2,8 (8º e 9º ano) no ideb de 2013, consideradas baixas, não é diferente. Não há plano de cargos, as despesas com o Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) são omitidas e a prefeitura não quer dialogar os problemas.
Quem faz a denúncia é o presidente do SINDSEPEM – Sindicato Intermunicipal dos Servidores Públicos Municipal de São Domimgos do Azeitão, Loreto e Benedito Leite, Gildenê Sousa de Carvalho, que já cansou de enviar ofícios ao prefeito Nicodemos Ferreira Guimarães (PMDB) e a Secretária de Educação Maria Diana, solicitando reuniões com os dois gestores.

Fundeb – Entre as reivindicações, está a transparência com os gastos do Fundeb e aplicação nos salários dos trabalhadores. Segundo a estimativa do sindicato, com os recursos não utilizados nos últimos três anos, cada professor teriam direito a um abono de R$ 3.500.00
“Isso faz com que a educação municipal, segundo o Ideb, seja uma das piores do Maranhão, devido as perseguições aos trabalhadores, a falta de valorização e ausência diálogo”, denuncia Gildenê.
Para agravar ainda mais, a prefeitura não assinou o convênio com o Brasil Alfabetizado, projeto do governo federal, que contemplava cerca de 50 professores e 500 alunos, sendo a maioria destes idosos que não sabem ler nem escrever.

Com isso, segundo Gildenê, o Sindicato buscou assinar o convênio para que o programe não acabe e beneficiar a população. “Isso deveria ser papel da prefeitura, mas tivemos que fazer o papel do gestor”, ressalta Gildenê.
O dirigente explica ainda que o município é um dos únicos do país que não tem plano de carreira do magistério. Sem o mecanismo, não há a valorização da carreira docente e vários direitos são suprimidos, levando os educadores a abandonar as salas de aula. “Já realizamos várias greves, mas os prefeitos resistem e não veem a necessidade de elaborar o plano de carreira do município”, afirmou.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Os candidatos do o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 já podem consultar o espelho da correção da redação


candidatos do o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 já podem consultar o espelho da correção da redação. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o acesso ao espelho foi liberado na noite de sexta-feira (8). Para acessar a correção, é preciso inserir o CPF e a senha de login no site de resultados do Enem.
O Inep diz que foram corrigidas 6.193.565 provas de redação, e que 250 estudantes tiveram a nota máxima. Eles representam um índice de apenas 0,004% do total de pessoas que fizeram o exame de 2014.
Nota mil

O seleto grupo cumpriu com eficiência as cinco competências exigidas na prova e soube dissertar com propriedade sobre o tema proposto na prova, “Publicidade infantil no Brasil”.
Paula Freire, 19 anos, tirou nota máxima em redação
Paula Freire, 19 anos, tirou nota máxima em
redação
Mais de 529 mil candidatos tiraram zero na redação do Enem realizado em novembro do ano passado, sendo que 217 mil tiveram a prova anulada porque fugiram no texto ao tema proposto.
O G1 reuniu as histórias de alguns desses alunos nota 1.000 na redação do Enem. Confira:

Treinamento e dedicação são as dicas da carioca Paula Freire, de 19 anos, para conquistar a nota 1.000 na redação do Enem. Ela chorou muito quando soube que estava entre 250 estudantes de todo o país a conseguir a nota máxima. “Fiz muita redação porque sei que quem treina mais sempre escreve melhor.” Paula acha que sua redação vai ajudá-la a entrar em medicina em uma das universidades públicas do Rio. “Vai fazer a diferença e abrir muitas portas.”
Vitória Garcia e Souza
Vitória Garcia e Souza
Vitória Garcia e Souza, de 17 anos, de Rio Branco (AC), destaca que é preciso saber as exigências da redação do Enem. “Eu estava habituada a exercitar a redação. aprendi a obedecer às cinco competências e agradar aos corretores. Toda semana fazia uma redação sem nenhuma fonte de consulta, só recebia o tema e escrevia, porque é assim no Enem. Não dá para pesquisar, tem que saber o tema, argumentar, criar um conflito e solucioná-lo.”
Luis Arthur Novais Haddad, de 19 anos, de Juiz de Fora (MG), mesclou estudos com doses de relaxamento para chegar bem preparado às provas do Enem. “Tem que ter horário de estudos, mas também tem que relaxar, para não ter estresse. Tocava violão, às vezes ia à fazenda, andava a cavalo”, diz.
Luis Athur Haddad, de Juiz de Fora
Luis Athur Haddad, de Juiz de Fora
Sobre a redação: “Importante é ler bastante e escrever para adquirir o hábito e ter um bom vocabulário. A leitura é fundamental para um bom texto.”
Victoria Maria Luz, 18 anos, deixou os amigos, familiares e a terra natal, no Semiárido do Piauí, região castigada pela seca, para se dedicar aos estudos. Ela fez edições anteriores do Enem como treineira, o que ajudou na hora da prova. “Também tive um acompanhamento escolar muito intenso com oficina para produção de textos onde discutimos diversos temas e depois produzíamos textos”, destacou.
O costume de ler desde pequeno é apontado por André Diniz, de 17 anos, de Natal (RN), como principal fator para alcançar a nota máxima na redação do Enem. “Acredito que a leitura foi o diferencial. Eu costumava ler desde pequeno e o desenvolvimento na escrita foi natural. Argumentei com sociologia e música. Não demorei no texto, mas o resultado foi muito bom”, explica.
A estudante Andréia Lira, 18 anos, do Recife (PE) é aluna do curso tecnológico em segurança do trabalho do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), mas quer mesmo estudar engenharia civil. Ela se preparou para o Enem estudando nos finais de semana. “Fiz cursinho por dois anos, e tentava fazer pelo menos uma redação por semana, mas levei um susto. Não esperava essa nota”, explica Andréia.
ves Silva Dutra, de Uberaba (MG), já concluiu o ensino médio e pretende cursar medicina em alguma das universidade federais do Triângulo Mineiro (UFTM, UFOP e UFU). Segundo ela, o hábito de ler e escrever histórias que cultiva desde pequena ajudou no desempenho. “Desde pequena eu gosto de escrever historinhas e isso ajudou bastante a desenvolver a minha escrita”, explica.
Lucas Santos Barbosa, 20 anos, de Maceió (AL), foi reprovado em dez vestibulares, e resolveu se preparar muito para o Enem. “Tem que ter autoconfiança. No ano passado, eu coloquei dentro de mim que iria passar e estou esperando ser aprovado na Universidade Federal de Alagoas”, afirmou o estudante, que espera que a nota máxima em redação o ajude a realizar o sonho de cursar medicina.
Vanessa Feijó, estudante de Fortaleza (CE), vibrou com a nota 1.000 que tirou na redação do Enem. “O tema da publicidade infantil foi uma surpresa”, destaca a jovem. “Mas quando você começa a fazer muita redação, com frequência, você cria uma prática e desenvolve melhor qualquer tema proposto. Por mais difícil que seja, você acaba conseguindo desenvolver as ideias.”
Lorena Barreto Araújo, de 19 anos, de Moita Bonita (SE), diz que o segredo é estudar e estudar. Ela usou em um trecho da sua redação uma frase do teórico francês Pierre Bourdieu sobre a influência da mídia. “Ela diz: ‘Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica’. Com ela senti que minha redação estava pronta. Foi a cereja do bolo.”
A estudante Dandara Costa, de 22 anos, do Recife (PE), fez seu quinto Enem em 2014 e pela primeira vez conseguiu a nota máxima na redação. “Nem acredito ainda. Esse ano consegui me superar muito”, diz a jovem, que quer entrar no curso de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE). Ela já havia conquistado uma vaga em medicina em uma instituição particular, por tradição, raspou uma parte da sobrancelha e colocou um curativo.
Filho de um técnico em radiologia, Antônio Ivan Monteiro Júnior, de Fortaleza (CE), se dedicou ao Enem para pode realizar o sonho de estudar medicina. “Quando vi o tema da redação, percebi que poderia me sair muito bem exatamente por não ser um tema muito conhecido e nem esperado,”, afirma o estudante.
Giovana Segat, de 18 anos, de Caxias do Sul (RS), dá a receita para a nota 1.000: “Para ter uma boa nota, eu diria que é preciso ler tudo que foi possível: jornais, livros. Isso para se acostumar a costurar as ideias, e não só lançá-las separadamente no texto. Faz toda a diferença. Tem que treinar”.
O sergipano Lucas Almeida Francisco, 17 anos, acredita que o hábito de escrever e ler e a citação do sociólogo Pierre Félix Bourdieu e do filósofo Michel Foucault, para fundamentar a argumentação, foram decisivos para o resultado. “Gostei do tema ‘Publicidade infantil no Brasil’ logo de cara, mas tive dificuldade em organizar minhas ideias porque tinha muito o que falar. Demorei 2h30 para terminar essa parte no segundo dia de testes. A dica para ir bem na redação é ler bastante sobre tudo e não somente atualidades porque na hora vocês vai colocar no papel as informações que lhe marcaram”, revela o adolescente.
Maria Isabel Viñas, de 17 anos, de Nova Friburgo (RJ) fez o Enem pela terceira vez. “Fazia duas redações por dia em casa, além das que treinava no colégio. Segundo a estudante, apesar do tema ter surpreendido, ela não sentiu dificuldade para desenvolver o texto. “Eu treinei muito. Além disso, eu sempre li bastante, então, acho que isso me ajudou”, contou a vestibulanda.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Jatobá MA: Prefeitura paga abono do FUNDEB.

Jatobá MA: Prefeitura paga abono do FUNDEB.
Confirmado. Após depósito  desde ontem (04/05), o abono já está nas contas dos professores, conforme anunciou por telefone a presidente Sandra Helena do SINTRAJ sindicato da categoria ao presidente da FETRACSE-MA Gilvan Freire. A mesma citou que cada um recebeu $ 1.870,00.
Aqui, parabenizamos mais uma vez a prefeita Consuelo por valorizar a classe de professores, sem precisar realizar greves e atos. Com isso, respalda o compromisso de Valorização dos Professores e o respeito entre o sindicato e federação.
A prefeita deste o inicio de sua gestão, não mediu esforços para este pagamento. Ao contrário de muitos da nossa base, que não valoriza os professores e se quer passou ainda o reajuste salarial.
Segundo o presidente da FETRACSE-MA Gilvan Freire, com este pagamento, circula no município $ 323.467,50, contemplando 173 professores efetivos, ou seja, os concusados.

Educação se Faz Assim!


SÃO DOMINGOS DO AZEITÃO-MA:

Programa Brasil Alfabetizado do Governo Federal está funcionando em São Domingos do Azeitão, com apoio do SINDSEPEM – Sindicato Intermunicipal dos Servidores Públicos Municipal de São Domingos do Azeitão, Loreto e Benedito Leite. Uma ação que deveria ser do governo municipal, hoje está sendo intermediada pelo sindicato.
Segundo o presidente da entidade, professor Gildenê Araujo de Carvalho, mais de 600 alunos estão sendo capacitados, com o envolvimento de cerca de 50 professores que atuam nesse programa.
Ao fechar a adesão, criou-se um empecilho por parte da prefeitura municipal, pois a gestão se negou de todas as formas cederem espaços das escolas municipais para o funcionamento das salas de aulas. Como a necessidade era grande e o público alvo os alunos, contudo, todos esperançosos nessa capacitação, foi preciso procurar os espaços em Igrejas e casas de familiares para o seu funcionamento. Concluiu o presidente.
Com esta iniciativa do sindicato, irá promover a superação do analfabetismo entre jovens com 15 anos ou mais, adultos e idosos e contribuir para a universalização do ensino fundamental no Brasil. Nessa concepção, reconhecemos que a educação é um direito humano e a oferta pública da alfabetização como porta de entrada para a educação e a escolarização das pessoas ao longo de toda a vida.
A FETRACSE-MA e FORÇA SINDICAL parabenizam a iniciativa do presidente do sindicato, pois no país que não alavanca numa educação de qualidade é bom se vê que ainda há esperança para uma qualidade no ensino. Nós como organização sindical, estamos preparados para colaborar com os munícipes na questão da melhoria da qualidade de ensino. Porém, quando a administração municipal se fecha e não faz seu dever, nós faremos. Afirmou Gilvan Freire – presidente da FETRACSE-MA.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional


Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional

Publicado em Quinta, 30 Abril 2015 14:08

O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos.

O ranking é de setembro do ano passado, mas volta à tona no momento em que o governo paranaense aprova uma redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado.
A votação da lei elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 170 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Os professores paranaenses estão em greve desde sábado (25 de abril).
Em São Paulo, professores da rede estadual estão em greve desde 13 de março, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil.
Nele, o país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo.
O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia.
Os salários mais altos são na Suíça (US$ 68,8 mil) e na Holanda (US$ 57,8 mil).
Os professores brasileiros também são responsáveis por mais estudantes na sala de aula: 32 alunos, em média, para cada orientador, comparado com 27 no segundo lugar, o Chile, e menos de 8 em Portugal.
Combinando fatores como estes com o desempenho dos alunos – entre os piores entre os países pesquisados – a consultoria coloca o sistema educacional brasileiro como o mais ineficiente da lista.
"Nossas conclusões sugerem que o Brasil deveria cuidar do salário dos professores para alcançar o objetivo da eficiência educacional", diz o relatório.
Para a consultoria, a meta seria um salário quase três vezes maior que o atual.
Deficiências no gasto

Os dados mais recentes da OCDE mostram as debilidades no gasto educacional brasileiro.
Segundo a organização, o gasto do governo brasileiro com educação cresceu rapidamente desde o ano 2000, atingindo 19% do seu orçamento em 2011 – a média da OCDE foi de 13%.
O gasto público com educação chegou a 6,1% do PIB brasileiro, acima da média da OCDE de 5,6%, e à frente da proporção de outros latino-americanos como Chile (4,5%) e México (5,2%).
Porém, o gasto do Brasil com a educação pública foi o segundo menor de todos os países da OCDE e parceiros – US 3.066, contra uma média de US$ 9.487. O país ficou em 34º no ranking de 35 países da organização.
(BBC Brasil - 30/04/2015)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

EDUCAÇÃO


Ajuste anual do Fundeb 2014 é creditado nas contas Municipais; CNM dá orientações

Quarta, 29 de abril de 2015.
Ag. CNM
Nesta quarta-feira, 29 de abril, os Municípios recebem os valores do ajuste anual da distribuição dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A complementação será no valor total de R$ 1,872 bilhão.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) explica que esses recursos dizem respeito à receita do Fundeb realizada no ano anterior. A cada ano no mês de abril é feito o ajuste da complementação da União decorrente da consolidação da receita dos Estados, Distrito Federal e Municípios disponibilizada ao Fundeb no ano anterior.
Essa complementação é feita por débito ou crédito nas contas correntes específicas dos Fundos dos Estados e seus Municípios. No ano passado, receberam os Estados de: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
Integralização do piso
Junto com o ajuste, os entes federados também são beneficiados com a complementação da União ao Fundeb. O valor correspondente a 10% do total da complementação que deveria ser destinada à integralização do piso salarial dos professores da educação básica. Em 2014, esse valor que a União indevidamente reteve do total da complementação ao Fundeb nos repasses mensais foi de R$ 1,155 bilhão.
O ajuste da complementação da União, para o ano de 2014, implicará débito para o Estado do Rio Grande do Norte no valor de R$ 3,7 milhões. Os outros nove Estados receberão crédito. Totalizando 1.757 Municípios, esses Estados receberão o ajuste da complementação do Fundeb no valor total de R$ 1,872 bilhão.
Confira os valores dos ajustes para os Municípios: